A esteatose hepática, popularmente chamada de “gordura no fígado”, é uma condição em que o órgão acumula gordura além dos níveis considerados normais. Embora muitos casos sejam silenciosos, a doença pode evoluir e causar complicações sérias. Nesta sexta, veja os principais pontos que devem ser considerados.
O que é exatamente
No fígado saudável, há pequenas quantidades de gordura que são metabolizadas normalmente. Quando essa porcentagem sobe, parte das células começa a acumular lipídios — e isso configura a esteatose hepática. Se não tratada, pode evoluir para esteato-hepatite, fibrose ou até cirrose.
Por que isso acontece
Diversos fatores podem contribuir para o acúmulo de gordura no fígado, entre eles:
- Excesso de peso ou obesidade
- Dieta rica em gorduras saturadas, açúcares e alimentos ultraprocessados
- Sedentarismo
- Resistência à insulina ou diabetes tipo 2
- Consumo excessivo de álcool (embora exista a forma não alcoólica)
- Certos medicamentos ou condições metabólicas
Quando passa a preocupar
A maioria dos casos de fígado gorduroso é assintomática — ou seja, a pessoa não sente dor ou mal-estar específico. No entanto, fique atento se houver:
- Fadiga constante
- Sensação de mal-estar no lado direito acima do abdômen
- Níveis elevados de enzimas hepáticas nos exames de rotina
- Outras doenças associadas (diabetes, hipertensão, dislipidemia)
Quando a condição avança, o risco de inflamação do fígado, fibrose e cirrose aumenta — o que torna o acompanhamento médico indispensável.
Como prevenir e tratar
A boa notícia: muitas vezes a gordura no fígado pode ser revertida ou controlada com mudanças no estilo de vida. Veja o que fazer:
- Alimentação equilibrada: invista em frutas, vegetais, cereais integrais, gordura boa (como azeite, abacate) e diminua açúcar, frituras e carnes gordas.
- Atividade física regular: pelo menos 150 minutos de exercício moderado semanalmente (como caminhada rápida, natação ou bicicleta).
- Controle do peso: a redução de 5% a 10% do peso corporal já traz melhora significativa no fígado.
- Moderação do álcool: mesmo na forma não alcoólica da doença, controlar o consumo de álcool ajuda o fígado a se recuperar.
- Acompanhamento médico: realize exames de função hepática, ultrassom abdominal ou outros testes conforme orientação médica.
- Medicamentos e condutas clínicas: em alguns casos, o médico pode indicar medicações ou tratamento específico para resistência à insulina ou outras condições associadas.
Dica rápida para o dia-a-dia
Inclua em seu café da manhã uma fatia de abacate ou uma colher de sopa de aveia — alimentos que ajudam a regular a gordura no organismo e dão suporte ao fígado.
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