Com diversas regiões do Brasil enfrentando uma forte onda de calor, os termômetros em níveis elevados e a sensação térmica ainda mais intensa, especialistas em saúde fazem um alerta: o calor extremo não é apenas desconfortável — ele representa risco real à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
As altas temperaturas dificultam a regulação térmica do corpo e favorecem quadros de desidratação, queda de pressão, exaustão térmica e insolação. Os sintomas mais comuns incluem tontura, dor de cabeça, náuseas, cansaço excessivo, confusão mental e, em casos mais graves, desmaios. O calor também sobrecarrega o coração, podendo agravar problemas cardiovasculares e respiratórios.
Outro impacto importante do calor intenso é o aumento da perda de líquidos e sais minerais pelo suor. Quando a reposição não é adequada, o organismo entra em desequilíbrio, o que compromete o funcionamento muscular, renal e neurológico. Além disso, alimentos estragam mais rápido nesse período, elevando o risco de intoxicações alimentares.
Para reduzir os efeitos do calor no dia a dia, as recomendações são simples e eficazes: beber água regularmente, mesmo sem sede; evitar exposição ao sol entre 10h e 16h; usar roupas leves e claras; manter ambientes ventilados; priorizar refeições leves e ricas em frutas, legumes e verduras; e redobrar os cuidados com crianças e idosos. A prática de atividades físicas deve ser feita apenas nas primeiras horas da manhã ou à noite.
A onda de calor é um fenômeno climático que exige adaptação e consciência. Cuidar do corpo nesses dias é uma forma de prevenção que pode evitar complicações sérias. Na “Sexta da Saúde”, o principal recado é claro: hidratação, atenção aos sinais do corpo e mudança de hábitos são as melhores ferramentas para atravessar esse período com segurança e bem-estar.
Política ao Quadrado
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