Matilhas no DF: ataque de cães cresce 42% e representantes debatem novas ações de segurança

O Distrito Federal vive um aumento alarmante nos casos de ataques de cães soltos, com uma alta de 42% entre 2021 e 2024. Segundo levantamento exclusivo do R7, os registros passaram de 198 em 2021 para 281 em 2024 — uma média de cinco ataques por semana.

Áreas mais afetadas

As regiões com maior número de ocorrências incluem Brasília (24), Ceilândia e Samambaia (21 cada) e Gama (19). Um caso recente em Ceilândia, por exemplo, chocou a população: uma moradora foi atacada por mais de seis cães de rua enquanto atravessava uma via, resultando em múltiplas mordidas e pontos no braço.

Falta de focinheira e omissão dos tutores

Também houve um aumento de 43,6% nos registros de conduta negligente de tutores, como passear com cães sem coleira, focinheira ou sob guarda de pessoa inexperiente. Isso pode acarretar sanções que incluem multas e até prisão conforme a Lei das Contravenções Penais, além da possível apreensão do animal.

Consequências para a saúde

Médicos alertam para os riscos após mordidas: além de ferimentos físicos — que podem atingir nervos ou ossos —, há riscos de infecções, raiva e tétano. Recomenda-se lavar o local com água e sabão, estancar sangramentos, procurar imediatamente atendimento médico e, em caso do animal ser desconhecido, iniciar profilaxia pós-exposição.

O que a Sepan e o Governo do DF estão fazendo?

A Secretaria de Proteção Animal (Sepan-DF) tem intensificado campanhas educativas, alertando sobre a importância do uso de coleiras e focinheiras, embora não seja diretamente responsável pela fiscalização.

Em uma operação recente na Asa Norte, o GDF resgatou cães de rua pertencentes a uma moradora em situação de rua, em parceria com a Semas, Zoonoses, SES-DF, Sepan e BPMA. Os animais foram vacinados, e a tutora recebeu apoio social e acolhimento.

Como a comunidade pode colaborar

  • Evite caminhar próximo a matilhas de rua ou cães soltos de comportamento agressivo;
  • Denuncie tutores negligentes ou animais de risco à polícia (197) ou Zoonoses;
  • Apoie campanhas de castração em massa como medida eficaz a médio e longo prazo para controlar a população de rua — conforme recomendado por protetores.

Por que isso importa?

Aspecto Descrição
Segurança pública Aumento expressivo de ataques representa risco real à integridade das pessoas
Saúde pública Mordidas podem transmitir doenças graves e causar traumas físicos e psicológicos
Responsabilidade legal Leis exigem conduta responsável e impõem penalidades para tutores negligentes


A alta nos ataques de cães soltos no DF expõe a necessidade urgente de combinar ações educativas, fiscalizatórias e de manejo populacional animal. O comprometimento dos tutores e a atuação integrada dos órgãos são fundamentais para garantir a convivência segura entre humanos e pets.


Política ao Quadrado

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