Campanha começa amanhã — e o DF entra em modo eleitoral de vez: o que muda, quem são os candidatos e o que o eleitor precisa saber

Hoje vence o prazo de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral. A partir de amanhã, 16 de agosto, os candidatos podem pedir votos oficialmente. No DF, Celina, Leila, Michelle, Bia Kicis, Leandro Grass e Arruda entram nas ruas. A propaganda eleitoral na TV e no rádio começa em 28 de agosto. E o primeiro turno é em 4 de outubro — faltam 49 dias

A contagem regressiva chegou ao fim. Neste sábado (15/8), às 19h, encerra o prazo para registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral — e a partir de amanhã, domingo (16/8), o Brasil entra oficialmente em campanha eleitoral. Os candidatos poderão pedir votos abertamente, distribuir material de campanha, fazer comícios, carreatas e eventos públicos. O que era pré-campanha vira campanha de verdade.

Para o eleitor brasiliense, é o momento de prestar mais atenção. São 49 dias até o primeiro turno do dia 4 de outubro — e nesse período, Brasília vai eleger seu governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados distritais. É uma eleição que define o futuro do DF pelos próximos quatro anos.

O Política ao Quadrado, que acompanhou cada convenção e cada pesquisa desde o início do processo, traz hoje o guia completo para o eleitor brasiliense entrar em campo junto com os candidatos.

O que muda a partir de amanhã

A legislação eleitoral brasileira é precisa sobre o que pode e o que não pode acontecer antes e depois do início da campanha. A partir de amanhã, os candidatos poderão:

Pedir votos — explicitamente e em qualquer formato: pessoalmente, em redes sociais, em eventos públicos.

Distribuir material de campanha — santinhos, adesivos, camisetas, bandeiras e brindes de campanha passam a ser permitidos.

Fazer comícios e carreatas — eventos de massa com equipamento de som, trio elétrico e aglomeração de apoiadores.

Veicular propaganda paga — em sites, redes sociais e plataformas digitais. Em rádio e TV aberta, a propaganda eleitoral gratuita começa apenas em 28 de agosto.

Usar alto-falantes — desde que respeitados os horários e as restrições de perturbação do silêncio nas regiões residenciais.

O que continua proibido mesmo durante a campanha: compra de votos, distribuição de dinheiro, uso da máquina pública para favorecer candidatos e qualquer forma de captação ilícita de recursos.

O calendário que o eleitor do DF precisa ter na agenda

15 de agosto (hoje) — Prazo final para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral (até 19h)

16 de agosto (amanhã) — Início oficial da campanha eleitoral

28 de agosto — Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão

4 de outubro — Primeiro turno das eleições

25 de outubro — Eventual segundo turno

O campo de batalha do DF: quem disputa o quê

GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL

A governadora Celina Leão (PP) lidera a disputa pelo Palácio do Buriti com uma coligação de 12 partidos, tendo como vice o ex-chefe da Casa Civil Gustavo Rocha (Republicanos). Seu lançamento de campanha em Ceilândia reuniu cerca de quatro mil pessoas e marcou o início da pré-campanha ainda em julho.

José Roberto Arruda (PSD) aparece em empate técnico com Celina nas pesquisas — com 23,5% das intenções de voto contra 27,8% da governadora — mas sua candidatura enfrenta uma barreira jurídica: condenado em seis ações de improbidade administrativa oriundas da Operação Caixa de Pandora, ele tenta viabilizar sua candidatura com base na flexibilização da Lei da Ficha Limpa, tema ainda pendente de decisão no STF.

Leandro Grass (PT) representa o campo da esquerda, com apoio de PSol e PV. Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) completam o quadro com propostas que buscam uma terceira via entre os dois campos dominantes.

SENADO FEDERAL — DUAS VAGAS

Este é o campo mais disputado e imprevisível do DF. São seis vagas em disputa no país — mas no DF são apenas duas cadeiras, e pelo menos cinco nomes fortes brigam por elas.

Celina Leão confirmou a chapa para o Senado com Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), afirmando que as três estarão juntas em todos os palanques. "Aonde eu botar meu pé, você vai estar e a Michelle estará também", declarou a governadora.

Do lado da oposição, Leila do Vôlei (PDT) chega como favorita nas pesquisas — com 46,9% das intenções de voto na última rodada do Correio/Opinião — e Erika Kokay (PT) busca consolidar a segunda vaga para o campo da esquerda.

Como Lula e Flávio Bolsonaro abrem a campanha — e o que isso significa para o DF

O dia de amanhã vai revelar muito sobre o tom da campanha presidencial — e Brasília está no centro de tudo.

O presidente Lula lança sua campanha em São Bernardo do Campo (SP), no Estádio Municipal 1º de Maio, a partir das 9h, com o slogan "Onde tudo começou" — uma referência direta à sua história no movimento sindical do ABC Paulista. A coligação "Brasil Pronto Pra Mais" reúne PT, PDT, PSB, PCdoB, PV, PSOL e Rede. O QG de campanha de Lula foi instalado no Lago Sul, em Brasília.

Já Flávio Bolsonaro (PL), candidato do campo bolsonarista à Presidência após seu pai ter ficado inelegível, inicia a campanha no Rio de Janeiro. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, faz carreatas em seis cidades goianas do Entorno de Brasília — Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia — numa estratégia clara de capitalizar sua base regional próxima à capital federal.

O que o eleitor brasiliense vai ver nas ruas a partir de amanhã

Brasília vai mudar de cara nas próximas semanas. As principais avenidas e entrequadras do DF vão receber:

Santinhos — distribuídos em semáforos, mercados, feiras e qualquer ponto de grande circulação.

Adesivos e faixas — em janelas de casas, carros e muros permitidos.

Eventos de campanha — comícios, carreatas e atos políticos nas praças e parques das regiões administrativas.

Propaganda digital — impulsionada nas redes sociais de cada candidato, com crescimento exponencial nas próximas semanas.

Horário eleitoral — a partir de 28 de agosto, o rádio e a TV aberta exibirão a propaganda eleitoral gratuita nos horários definidos pela Justiça Eleitoral.

O que o eleitor consciente deve fazer agora

Com 49 dias até o primeiro turno, este é o momento ideal para o eleitor brasiliense organizar seu processo de decisão — antes que o barulho da campanha torne tudo mais confuso.

Verifique seu título eleitoral — confira no site do TSE (tse.jus.br) se seu cadastro está regular, em qual seção você vota e se há alguma pendência.

Pesquise os candidatos ao GDF — além da disputa presidencial, o governador que será eleito em outubro vai definir o futuro do BRB, do metrô, da saúde pública e da segurança no DF pelos próximos quatro anos.

Fique atento ao horário eleitoral — a partir de 28 de agosto, o rádio e a TV trazem os programas dos candidatos. É uma fonte de informação comparativa que vale a pena acompanhar.

Desconfie das fake news — a temporada eleitoral é o período de maior circulação de desinformação do ano. Antes de compartilhar qualquer conteúdo político, verifique a fonte. Os sites das agências de checagem — Aos Fatos, Lupa e Agência Brasil — são referências confiáveis.

Cuide da saúde mental — como a Sexta da Saúde do Política ao Quadrado alertou em julho, o doomscrolling eleitoral pode adoecer. Limite o consumo de notícias políticas e estabeleça horários fixos para se informar.

49 dias que vão definir Brasília

O eleitor que votar em 4 de outubro vai escolher simultaneamente: o presidente da República, o governador do DF, dois senadores, um deputado federal e um deputado distrital. São cinco cédulas — ou uma urna eletrônica com cinco momentos de decisão — que vão moldar a política brasileira e brasiliense pelos próximos quatro anos.

O Política ao Quadrado acompanhou cada convenção, cada pesquisa e cada movimento político do DF desde julho. A partir de amanhã, entra em modo campanha de verdade — com cobertura completa de cada debate, cada pesquisa e cada momento relevante até o segundo turno de 25 de outubro.

Fique ligado. E vá votar.


Política ao Quadrado

Postar um comentário

0 Comentários