Com a chegada do verão e o aumento das chuvas em várias regiões do país, a dengue volta a acender um alerta importante de saúde pública. O calor e a água parada criam o ambiente ideal para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em períodos como este, a atenção da população precisa ser redobrada para evitar novos casos e complicações da doença.
A dengue pode se manifestar de forma leve ou evoluir para quadros graves. Os sintomas mais comuns incluem febre alta repentina, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, cansaço extremo e, em alguns casos, manchas vermelhas na pele. Já os sinais de alerta, que exigem atendimento médico imediato, são dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura e queda de pressão — indicativos de possível dengue grave.
Os grupos mais vulneráveis incluem crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que podem apresentar maior risco de complicações. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais. A automedicação deve ser evitada, especialmente com medicamentos como anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico (AAS), que podem aumentar o risco de sangramentos.
A prevenção continua sendo a principal arma contra a dengue. Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença: eliminar água parada em pratos de plantas, garrafas, calhas e ralos; manter caixas d’água bem vedadas; descartar corretamente o lixo; e usar telas em janelas, repelentes e roupas que cubram braços e pernas, especialmente durante o dia, quando o mosquito é mais ativo.
No quadro Sexta da Saúde, o recado é direto: dengue não é gripe forte e não deve ser negligenciada. Informação, prevenção e atenção aos sintomas salvam vidas. O combate ao mosquito começa dentro de casa e depende do esforço coletivo para proteger a saúde de todos.
Política ao Quadrado

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