O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou nesta quarta-feira (7/1) a autorização para o lançamento de um estudo técnico voltado à implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando as regiões administrativas de Taguatinga e Ceilândia — dois dos maiores polos populacionais do DF. A confirmação foi feita pela governadora em exercício Celina Leão (PP) no evento de inauguração de um campo de futebol sintético em Sobradinho.
Segundo a chefe do Executivo local, o estudo técnico é um passo estratégico para reduzir o tempo necessário até o lançamento da licitação da obra, acelerando a realização de um projeto de grande porte que pode transformar a mobilidade urbana no entroncamento oeste da capital federal. A expectativa é que, após essa fase preparatória, o processo de contratação avance de forma mais rápida do que em experiências anteriores, como na expansão do Metrô-DF para as regiões de Santa Maria e Gama.
Por que o estudo técnico é importante
Estudos técnicos são considerados um dos pilares para obras de infraestrutura de grande porte, pois embasam decisões sobre traçado, custos, impactos ambientais, integração com outros modais e viabilidade econômica. Ao antecipar e aprofundar essa análise, o GDF espera “ganhar até um ano e oito meses” no cronograma oficial das obras, segundo estimativa divulgada por Celina Leão. Ainda de acordo com a governadora, a construção do VLT entre as duas cidades deve levar entre 2 e 3 anos após o início da execução.
Integração com demandas históricas de mobilidade
A ligação entre Ceilândia e Taguatinga é uma reivindicação antiga da população local, que enfrenta desafios diários de deslocamento no transporte público. Grandes regiões administrativas como essas concentram altos volumes de passageiros e dependem em grande parte de ônibus e do metrô para conexão com outras áreas do Distrito Federal. O Metrô-DF, por exemplo, atende ambas as cidades hoje pela Linha Verde, que conecta o Plano Piloto à Ceilândia, com estações que servem como pontos de integração para ônibus e outros modais.
A expectativa é que o VLT funcione como um sistema complementar ao metrô e demais modais de transporte coletivo, contribuindo para reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a qualidade do serviço para os moradores dessas regiões. Projetos similares de VLT estão previstos em estudos nacionais e regionais no Distrito Federal até 2054, que incluem dezenas de quilômetros de linhas e servem como base para políticas de mobilidade urbana mais sustentáveis.
Próximos passos e horizonte de execução
A publicação do estudo técnico marca uma etapa preliminar importante, mas ainda há um caminho a percorrer até que a obra seja licitada e executada. Após a conclusão do estudo, o GDF deve abrir as etapas formais de consulta, análise de impacto e elaboração de projetos executivos, abrindo a possibilidade para empresas interessadas apresentarem propostas. A conclusão final da obra, estimada em até três anos após o início da construção, dependerá também de fatores orçamentários, legais e administrativos.
Enquanto isso, a população segue acompanhando expectativas em torno de mobilidade pública mais eficiente. A integração entre sistemas como metrô, ônibus, BRT e VLT é vista como um dos caminhos para reduzir congestionamentos, oferecer alternativas ao uso de carros e promover maior qualidade de vida para os moradores de grandes regiões administrativas do Distrito Federal.
Política ao Quadrado

0 Comentários